quinta-feira, 29 de julho de 2010

Linguagem tribal

Não sei ao certo porque estou escrevendo isso mas acho que alguns vão me entender.
Especialmente hoje não to conseguindo me comunica com as pessoas, não to entendendo metade das palavras que me falam.

A questão não é que não estou entendendo pela forma culta que as pessoas usam para escrever e muito menos porque preciso de óculos.

Toda minha dificuldade de comunicação vem das novas girias, neologismos e vicios de linguagem e expressões características de cada "tribo".

Expressões tribais


É característico de pessoas que se agrupam desenvolver um dialeto próprio mas com tantos grupos e consequentemente tantos dialetos próprios em vejo imerso em um vazio linguístico. Eu não em enquadro em nenhuma dessas tribos e por isso não tenho nenhum dialeto próprio, pelo menos eu acho, mas mesmo assim consigo me socializar com pessoas de muitos grupos diferentes (menos com aqueles indivíduos que classifico como "protestantes" que defendem unicamente suas tribos como se fossem detentores da razão).

Isso seria uma coisa muito boa se eu não sentisse dificuldade pra me relacionar com todos eles por causa desses dialetos, neologismos e piadas internas. Esses grupos, principalmente os otakus, os nerds e as patricinhas, tem ma necessidade, muitas vezes inconsciente, de excluir os que não fazem partes do grupo e fazem isso com piadas internas (tudo bem nas patricinhas a necessidade não é tão inconsciente assim...)

Eu sei que todos já passaram por isso e também em algum momento já fizeram isso mas vou esplicar mais ou menos como funciona. Você (aparte das tribos) está conversando com seus amigos tribais e inocentemente pronuncia uma palavra corriqueira, porta geladeira, cachorro, lua, qualquer coisa e os integrantes tribais ligam a palavra a algum fato, conhecido apenas por eles, e aquilo se transforma em um vulcão de gargalhadas e o assunto anterior acaba, é esquecido e você fica la "boiando" sem entender do que se trata. É uma das situações mais constrangedoras que alguém pode se meter e eu vivo me vendo nelas.

Finalizo então o post com uma proposta, toda vez que isso acontecer finjam um choro compulsivo, façam um escândalo, esperneiem, a mesma coisa que uma piada interna só que inversa e veremos como os tribais vão se sentir, quem sabe assim conseguimos romper esse comportamento excluidor das piadas internas. (COMO PORRA COLOCO OUTRA COR NOS POSTS?)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um fim precipitado

A ansiedade da espera de um telefonema que parecia nunca chegar começou a alimentar em mim uma angustia que se materializou na forma da intensificação de terríveis incômodos, que antes me pareciam impossíveis de se piorar, foi então que pioraram... o desespero foi tanto que não me controlei e precisei tomar uma decisão definitiva. Peguei um tesoura, a mais pontiaguda e afiada que encontrei e caminhei até o banheiro mais próximo decidido com acabar de vez com aquele sofrimento, olhei-me no espelho, empunhei a tesoura de ferro prata reluzente e me despedi pela ultima vez da imagem que via. Sem dó desferi um golpe certeiro em meu pulso direito deixando por cair ao chão o causador do meu sofrimento. Aos poucos comecei a ser tomado por um êxtase, uma sensação de liberdade nunca antes experimentada, senti meu corpo mais leve e a cada novo golpe com a tesoura o sentimento aumentava. Por fim me sentia em um novo mundo, via as coisas com novas cores, tudo se tornou melhor do que antes.
As pessoas aos poucos começaram a adentrar ao recinto, em suas feições estavam estampados sentimentos como repreensão e preocupação diante a cena. Ninguém era capaz de entender o motivo. Parados ali se perguntavam o porque, não eram capazes de entender meus motivos, não sabiam o quão grande era a sensação de encarceramento, de inutilidade, de incapacidade proporcionada por aquela algemas mista de gesso, algodão e ataduras que teoricamente deveriam ajudar o processo de cicatrização da fratura do meu punho mas estavam sim podando a minha liberdade.

domingo, 25 de julho de 2010

Ausência temporária

Breve postagem para informar que vou ficar parcialmente ausente do blog por um tempo pois estou com o pulso quebrado, com o braço engessado até quase no ombro e só tenho uma mão para digitar.

em breve estarei de volta.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Polissonografia

Estou aca novamente, de mau humor diga-se de passagem, inundado de um tédio profundo e acordado desde as 6 horas da manhã começou o meu dia, mas todo o ócio de hoje começou ontem.
Devido ao meu horário de funcionamento diferente do resto da minha casa, sim eu só funciono a noite, fui condicionado a uma polissonografia. Pra quem não sabe esse é um método de tortura moderno onde médicos passam cola em seu cabelo, peito e barriga, te penduram fios por todo o corpo (procedimento que leva mais de uma meia hora), colocam um pedaço de plástico dentro do seu nariz e com a maior cara lavada possível te falam "agora você pode relaxar e dormir mas cuidado para não tirar os fios se não teremos que tentar novamente outro dia".

PUTA QUE PARIU!!

Como se não fosse o suficiente fui acordado as 6 horas da manhã para novamente ficar mais de meia hora sentado numa cadeira enquanto meu cabelo é besuntado de um tipo de álcool azul e gosmento na tentativa frustrada de desfazer a cagada com cola feita na noite anterior.
Após tomar meu café (biscoito maizena) posso voltar para casa. Desde então estou sentado no meu sofá sem fazer absolutamente nada, nem a locadora me satisfaz, nenhum dos filmes que estão na minha lista mental a serem assistidos estão disponíveis no momento logo devo passar o resto do meu dia sentado no mesmo lugar que estou agora sendo consumido molécula a molécula por um profundo tédio. Não é a primeira vez que isso me acontece, na verdade é muito mais constante do que o que eu imagino como normal, e ao chegar da noite, no auge da minha angustia, o sentimento se torna tão pavoroso para mim que mesmo cético clamo a deus para que o dia acabe.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Maquiagem emocional

Esse post é especialmente pessoal, não é de critica, não é de comedia, é pessoal então se você esta afim de ler alguma coisa bombástica ou crítica se pode passa pro próximo post. Se você optou por continuar lendo então me desculpo desde já pela linguagem que estou usando porque afinal é um desabafo.

Eu estou a muito tempo sem escrever alguma coisa aqui porque comigo essa história de que a depressão cria vontade de escrever não cola. Tudo bem que criei o blog exatamente por causa de uma puta crise depressiva e acho que agora to em outra e isso ta me tirando completamente a vontade de escrever. Mas um fio de inspiração me fez criar forças pra escrever aqui e para vocês entenderem do que eu estou falando tenho que volta um pouco na história.

Apesar da minha pouca idade eu já namoro a mais de dois anos, no início do ano nosso namoro acabou e eu achei em alguns momentos que isso era o fim do mundo e após resistir a idéia eu comecei a aceita-la e tentar tocar a minha vida em uma nova cidade, nova escola, novos amigos e a mudança mais drástica de todas, o fim de um namoro que ja durava dois anos. Demorou algum tempo para eu conseguir "superar" isso e quando estava começado a vencer a minha luta contra a sensação de fim de mundo que por muito se instaurou no meu peito eis outro impacto na minha vida, dessa vez um impacto bom. Descobri que então que eu não era o único a sofrer e após um período de relutância, antes que me questionem período o qual nos dias de hoje não me interessa mais o que ela teve de fazer ou deixar de fazer para chegar a conclusão que chegou, a Camilla (não sei se deveria chama-la pelo nome por ser um blog mas afinal esse é um desabafo e se você ta lendo esse texto nesse momento deve se interessar ao menos um pouco pela minha vida e em consequência deve conhece-la) voltou a me procurar e timidamente aos poucos foi se mostrando arrependida e decidida a lutar pelo que abriu mão.

Foi então minha vez de resistir a ela talvez por medo de sofrer, eu havia mudado, não meus sentimentos mas minha forma de pensar e agir, eu havia amadurecido muito no tempo que passamos separados e aparentemente ela também e essa mudança foi fator que primordialmente me deixou inseguro, assustado e resistente. Apesar de resistir por um bom tempo decidi então abrir uma brecha na minha carcaça que havia se criado para separar meus reais sentimentos de mim mesmo e me poupar sofrimento (esse talvez seja o verdadeiro assunto deste post).

Aos poucos a intimidade foi se retomando e nosso laço começou a se refazer aos poucos, as feridas foram cicatrizando e como toda ferida deixou cicatrizes. Um namoro bem menos infantil começou a se formar apesar de todas as dificuldades impressas pela familia de ambos, dificuldades bem menos acentuadas do que no primeiro canto de nossa historia.

Enfim chegando aos dias atuais, alguns meses após o namoro ser reatado e com início das férias escolares, único período que teríamos para ficarmos juntos mais tempo por causa da distância entre as cidades que moramos, um avião a leva ainda para mais longe de mim, para fora do país, mais especificamente para a Disney, sozinha com as amigas e livre para viver o que quiser. Certamente eu deveria apoiá-la na viagem, além do mais é um ato de libertação uma nova experiência, um país estranho, uma língua estranha e sem os pais mas é obvio que as coisas não seriam tão fáceis assim se tratando de mim. Munido de um insegurança alimentada pela minha tremenda baixo estima e pela constante exposição as minhas cicatrizes emocionais tudo tomou uma outra proporção, a viagem se tornou uma tortura que aumentava cada vez mais com a proximidade da viagem e exatamente neste momento ela deve estar passando pelas portas do avião.

Agora que conhecem um pouco da minha história posso começar a falar sobre o real assunto do texto.

Agora pouco voltei da rua, estava me distraindo a qualquer custo tentando me esconder da minha própria mente usurpadora e por momentos estava dando certo, eu tinha me esquecido da viagem, da distancia, das inseguranças e tudo mais. Dai ao chegar em casa, BUM, tudo outra vez, minha armadura se partiu, além do mais esse é o grande problema de tentar se esconder de você mesmo, você sempre se encontra querendo ou não.

Fugir de mim e dos meus problemas é uma coisa que eu faço muito, tenho criado dentro de mim compartimentos secretos onde coloco todas as coisas que eu quero esquecer ou por serem maiores que eu ou dolorosas demais para encarar de frente. Isso funciona como uma penitenciária de sentimentos e as vezes acontecem algumas revoltas e os sentimentos começam a gritar e protestar dentro de mim tentando se libertar das muralhas que eu crio pra afastar eles de mim.

Essas revoltas se resultam em mudanças de humor repentino, retomada de assuntos que até então se pareciam resolvidos ou ao menos esquecidos e quando combinadas com fatores externos me geram crises deprecivas.

Não digo que estou em uma crise depreciva mas to em uma grande batalha com meus sentimentos pra tentar aprisionar eles e ao mesmo tempo disfarçar com maquiagem emocional minhas cicatrizes que sismam em pulsar na epiderme da minha alma. Estou me sentindo tão indefeso e inseguro como uma criança recem-nascida em relação a essa viagem, estou com medo das mudanças que o tempo e o ar de um novo mundo podem causa-la e ao invés de dar o melhor de mim nos últimos dias para deixar uma boa ultima lembrança fiz tudo errado, o que já era de se esperar vindo de mim...

Pode parecer loucura, e talvez seja, e muito provavelmente todos que tiveram paciência para ler até aqui vão entrar em euforia emocional quando lerem o que estou prestes a escrever, vão insistir em me convencer de que não é certo pensar assim, de que não tenho idade de pensar assim e de muitas coisas ainda estão por vir e varias outras baboseiras que eu to cansado de ouvir. Mas cada vez mais tenho a sensação de que é com ela que eu quero estar em todos os momentos da minha vida (é ai então que você volta para ler outra vez e ver se entendeu direito dai então um desapontamento e a idéia de que eu sou um louco, uma criança que não sabe o que fala bate em você). Porra ai eu me pergunto, se eu tenho capacidade de decidir a carreira que vou seguir e o que vou fazer pro resto da minha vida não posso escolher a pessoa que quero que me acompanhe na minha caminhada? Em meio a tantas decisões importantes da minha vida sendo tomadas porque pareço louco ao dizer que não quero "curti" a minha vida pegando geral e sim continuar com a pessoa que estou hoje? Qual o crime que estou cometendo em dizer que não acredito que estou na "idade de me divertir" como já ouvi muitos dizendo e sim no momento de começar a viver, a descobrir as coisas, e querer que isso tudo aconteça em conjunto a uma pessoa que escolhi como porto segura, detentora dos meus segredos, a quem confio a mim mesmo e a chave do meu coração?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Ganhei coragem"

O texto a seguir se chama "Ganhei coragem" e foi escrito por Rubem Alves,entre muitas funções colunista da folha de São Paulo.


"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente
tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",
observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe
acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus
como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar:

a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio;
o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável,
é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo
como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha
para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso
que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias
pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário
pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
"Agora você será minha para sempre.".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa
numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros,
porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces;
a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola
com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos
sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões,
se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa,
se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro
"O Homem Moral e a Sociedade Imoral"
observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo,
a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente,
são incapazes de fazer mal a uma borboleta,
se incorporados a um grupo tornam-se capazes
dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos,
são capazes de pôr fogo num índio adormecido
e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,
segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo
é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens
e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista
que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam
a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno",
à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção.",
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Blogs

A alguns anos atrás surgiu a febre dos blogs, todos tinham, vários, sobre todos os assuntos até então eu não os conhecia. Não entrei nessa moda, não por ser moda mas por não me interessar ainda por ser muito novo ou algum outro motivo parecido. Com o tempo essa mania passou e só continuaram os blogs famosos, as pessoas desistiram de criar blogs.
Um belo dia da necessidade de me expressar criei um blog, sem a intenção de fazer fama ou nada do tipo, apenas para escrever minhas idéias. E como eu imaginava meu blog não ficou famoso nem virei fenômeno na internet porem, talvez por puta coincidência talvez não, aos poucos as pessoas a minha volta, amigos e conhecidos, começaram também a criar blogs ou a reescrever os blogs abandonados quando eles sairam de moda.
Eu posso estar errado mas acredito que o meu singelo blog esta influenciando novos blogueiros, amigos que até então escreviam apenas na solidão de suas intimidades e isso é muito bom. Uma coisa que eu sempre acreditei é que se formos capaz e influenciar duas pessoas a algo já estamos começando uma mudança e se essas duas pessoas fizerem o mesmo e assim sucessivamente uma grande mudança acontece. Eu acredito que estou sendo capaz de influenciar de alguma forma ao menos duas pessoas.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

VLOG

EU CRIEI UM VLOG! Bem, não é um vlog ainda, eu fiz um vídeo pra testar edição, luz essas coisas, enfim ai esta o vídeo que eu fiz para quem quiser assistir, em breve terão mais vídeos, e eu espero que de melhor qualidade rs.

apresentação, imitações, pc siqueira e alargadores

Melhor desenho latino-americano

Esse é um curto desenho que ganhou a premio de melhor desenho latino-americano este ano.
Click aqui

Não soube adicionar o vídeo então ta ai o link. repassem a mensagem.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cabeça dinossauro

Essa é uma musica dos titãs, a meu ver é uma das melhores criticas da sociedade pois nos da a liberdade de interpreta-la.


"cabeça dinossauro
cabeça dinossauro
cabeça cabeça cabeça dinossauro

pança de mamute
pança de mamute
pança pança pança de mamute

espirito de porco
espirito de porco
espirito de porco"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Angustia particular

Esse post não faz nenhuma crítica nem nenhuma piada, é apenas um desabafo pessoal, um pouco mais de mim caso alguém queira conhecer. Se este não for o seu caso é melhor nem continuar lendo porque vai achar perda de tempo.
Como eu já disse antes eu sou extremamente indeciso e vivo em constante mudança e ultimamente andei criticando de mais a mídia e tudo relacionado a ela, suas manipulações, seus jogos, sua apresentação de verdades parciais e sua relação com os cidadãos. Porem essas críticas me cansaram, para falar a verdade ando extremamente desanimado e nesse momento estou sem a mínima vontade de dialogar e debater com pessoas incapazes de mudar e com opiniões mal formas, se é que foram formadas e não apossadas, isso tem me cansado bastante e me deixado um bocado chateado. Nunca estive tão desacreditado com os conceitos da sociedade em que vivemos. Uma sociedade que não valoriza o ser e sim o ter, um sociedade onde pessoas que se apoderam de um certo aprendizado padrão oferecido a todos com forma unica e irrevogável de se alcançar uma "boa vida" são mais valorizadas do que as pessoas que buscam o auto conhecimento. Essa sociedade impões responsabilidades muito maiores do que deveriam em seus jovens, quase como uma agressão mental quantidades absurdas de conhecimento são empurrados goela a baixo dos estudantes que indefesos aceitam e se esforçam para engulir aquilo mesmo que não veja utilidade para isto. Esses jovens criados nesse regime psicopata amanhã provavelmente terão uma situação financeira estável mas em contra partida viveram a reprimir seus instintos, viveram sem se conhecer, e são estes adultos que lotam as salas de psicólogos e psiquiatras.
Posso estar pensando da maneira mais errada e egoísta possível mas neste exato momento não acredito na capacidade de se mudar o mundo por múltiplos fatores e por isso não estou preocupado com o rumo que as coisas estão tomando no mundo ou a manipulação da mídia desde que isso não me afete.
Eu falei que não faria críticas mas acho que no fim acabei por fazer mas é a pura realidade dos meus sentimentos.

domingo, 4 de julho de 2010

Resposta ao Breno

Resolvi fazer este post em especial em forma de resposta ao comentário que o Breno fez no post "mais explicações".
Eu acredito realmente em todas as belas palavras de igualdade e luta social da classe alta a favor da classe operário, belas palavras que infelizmente são utópicas pois são raras as pessoas que conseguem atingir o patamar de evolução necessário para abrir mão dos seus benefícios para lutar por uma sociedade mais justa e desumana. Por favor não estou dizendo que negligencio todos os problemas sociais nem etsou apoiando quem o faz, só estou dizendo que o egoísmo das pessoas impossibilita que isso seja feito, egoísmo esse que habita em mim, no Breno e muito provavelmente em todos que leram este texto, não sejamos hipócritas ao ponto de dizer que não o possuímos. Quem nunca se sentiu extremamente comovido ao ver um ser humano removendo o lixo na esquina da sua rua? Agora me diga quantos de vocês ao ver esta cena convidou este sofrido ser para subir até seu aconchegante lar e lhe ofereceu um prato de comida? Podemos então utilizar de um exemplo mais próximo do nosso alcance, me diga quantos que estão lendo agora este texto pagam um salário digno do trabalho realizado pela empregada doméstica que exerce um papel importante nos nossos dia-a-dia?
É claro que não me orgulho desse egoísmo mas algumas vezes chego a pensar que este talvez seja da natureza humana, enfim, pesso para que antes de me martirizar após ler este trecho pare e reflita sobre suas atitudes e se mesmo assim não encontrar nenhum egoísmo dentro de si eu lhes pesso desculpas desde já.

Colírios e garis

Eu como crítico assíduo da massificação gerada pela mídia e apoiada calorosamente pelos escravos da "moda" não poderia deixar passar em branco a indignação eufórica que estou sentindo neste momento ao assistir a um programa na mtv sobre os colírios da capricho.
Deitei no meu sofá e decidi assistir uma pouco de televisão para então depois ir dormir, liguei no meu canal aberto favorito, a mtv, e me deparo com uma espécie de reality show com os "colírios" ou futuros colírios, algo neste sentido.
Esse programa me gerou uma grande curiosidade pois por muito tempo critiquei-os porem com poucos conhecimentos baseados em criticas de outras pessoas. Decidi, então, assistir o programa e me deparei com uma situação muito pior do que a que eu imaginava. Os pobres rapazes são apenas pessoas normais que nem se quer uma beleza exuberante possuem, assisti então a chegada desses em um estúdio, cada qual vestido com suas próprias roupas que provavelmente eram as suas melhores roupas, onde se encontraram com um ser extravagante e que ao meu ponto de vista estava completamente fora de moda chamado estilista, essa estranha figura desempenhou com exatidão seu papel, deu dicas, criticou, argumentou e por fim escolheu roupas e mandou que vestissem. Na saída deste estúdio os pobres rapazes que chegaram cada qual vestidos de acordo com seu próprio gosto saíram vestidos praticamente iguais para completar de vez a massificação.
Digo completar pois um fenômeno unânime entre estes é o que eu costumo chamar de "cabelo de fandangos" que provavelmente quem já os viu irá entender, apenas dois dos meninos tinham cabelos diferentes e de acordo com meus cálculos deveriam haver uns dez ao todo.
fiquei esperando então para que estes fizessem algo, cantar, dançar, atuar, qualquer coisa, e para meu espanto a unica coisa que os sex-simbols infanto-juvenis fizeram foi pegar uma câmera cada uma e ensaiar fotos de si mesmos antes de participar de um ensaio com fotógrafos profissionais.
Após o término muitas duvidas me brotaram: Porque els fazem sucesso? Porque o tal estilista massificou aqueles pobres meninos de tal forma? E a maior e mais chocante de todas as minhas duvidas, porque um grupo de garotos de classe média sem talentos são vistos como heróis e aclamados por toda uma geração enquanto verdadeiros heróis da sociedade como os garis são descriminados e tratados como substrato, lixo da sociedade capitalista, quem não merecem nem um olhar nos olhos?

Mais explicações

Eu andei pensando sobre algumas coisas e percebi que a maioria das minhas críticas assim como as críticas do Breno (parceiro do blog, se assim poso chama-lo) são muitos válidas porem apenas em âmbito nacional. Ampliando um pouco mais a visão veremos que se pensarmos de forma global alguns problemas como o sedentarismo intelectual da sociedade e por consequência a falta de qualidade da mídia e seu incrivel poder de manipulação não existem da mesma forma e as críticas feitas por mim não se encaixam a esses casos. Ou seja não encarem tudo aqui escrito como verdade absoluta pois essa é uma das coisas que eu prego contra. Gostaria de que ao ler as coisas escritas neste blog o leitor reflita sobre o que leu e se descordar de algo escrito comentar que muito provavelmente eu responderei seu comentário.

sábado, 3 de julho de 2010

Inania Verba

O poema abaixo se chama Inania Verba e foi escrito Olavo Bilac, famoso escritor parnasiano, e particularmente o achei muito interessante.


"Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava…

O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve…
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.

Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?

E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?"

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Toy Story

Hoje fui assistir Toy Story 3. Minha infância foi marcada por Toy Story e eu não poderia perder o novo filme porem agora mais de 10 anos após a minha faze de assistir homeopaticamente toy story eu tive uma visão completamente diferente sobre o filme e isso me fez ficar um bom tempo pensando a respeito do tema abordado.
No terceiro capitulo da saga Andy, o dono dos brinquedos, está indo para a faculdade e precisa se desfazer dos antigos brinquedos. A história acontece neste contexto e a trama trata o abandono, a lealdade e o sentimento de zelo onde mesmo acreditando que Andy não se importa mais com eles e por tempo tomando uma atitude derrotista perante a situação eles percorrem uma difícil jornada com o objetivo de estar junto com a "criança" que por tantas vezes encontrou em seus brinquedos seus únicos amigos. O tema me deixou bastante comovido e me fez pensar muito sobre o assunto.
Eu poderia vir até aqui para escrever mais um dos milhões de textos que falam sobre a necessidade de ter perseverança em seus objetivos e não desistir nunca ou falar que devemos cuidar daquilo que cativamos porem esta não é minha intenção. Que nós deveremos cuidar do que cativamos todos nós sabemos porem algo que fazemos sem perceber em muitos momentos da nossa vida é cativar sem a intenção de faze-lo e acabar por então abandonar, isso explica a distancia que eu busco manter em minhas relações com a intenção de não cativar aquilo que não tenho objetivo de cuidar. Devemos todos tomarmos muito cuidado com nossas atitudes para não cativarmos ou sermos cativados de forma que o resultado final será um abandono, um sofrimento e uma cicatriz.
Entendam que eu não estou pregando a distancia entre as pessoas porem a aproximação entre duas pessoas que não tem a pretensão de manter qualquer tipo de relacionamento, seja ele de amizade ou de romance, na maioria dos casos gera feridas emocionais para um dos lados, se não para ambos.
A mensagem que eu os deixo é a de que devemos selecionar a quem cativarmos e se o fizermos que sejamos fiéis e cuidemos de quem nos cedeu um importante lugar em sua vida pois somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos.