Pela segunda vez venho aqui escrever sobre o capitalismo, eu havia escrito um texto mas o computador fez o favor de travar exatamente no momento em que eu estava postando. Muitas pessoas andam me questionando quando eu critico o capitalismo pois ao mesmo tempo que o faço eu o apóio e o pratico.
Eu sou capitalista por falta de uma melhor solução. Minhas criticas são ao capitalismo selvagem que muitas vezes obriga as pessoas a se submeterem a condições desumanas abrindo mão de sua dignidade por um prato de comida em condições miseráveis de sobrevivência. Minha visão de utopia seria um modelo que fornecesse aos menos favorecidos uma condição mínima de vida confortavel onde este tivesse acesso não só a uma boa alimentação e uma casa própria mas também uma educação suficiente para formação de um individuo capaz de criticar e tomar suas decisões baseadas em conclusões pessoais e não em pacotes pré-fabricados pela mídia manipuladora de opiniões. Musicalmente: "agente não quer só comida, agente quer comida, diversão e arte".
Porem não busco uma igualdade pois creio que a desigualdade é essencial para a evolução pessoal uma vez que em uma sociedade igualitária não existiria a condição de ascensão social o que seria injusto com aqueles com maiores capacidades. A desigualdade é necessária e benéfica quando existe um ponto mínimo sustentavel que pode ser atingido sem gerar a necessidade da depredação pessoal para sobreviver.
E, tento tudo aquilo que é da ordem da necessidade sanado, o homem então é capaz de se lancar no universo subjetivo da busca da realizacao de seus desejos...
ResponderExcluirdiscordo de quando diz que a desigualdade é benéfica. Todo ser humano tem que ter os mesmos direitos e uma igualdade de direitos e quebra dos privilegios das elites é extremamente necessária numa sociedade que se preze. O indivíduo pode ascender socialmente, economicamente, mas para isso é preciso começar do mesmo ponto de partida que todos. É estritamente necessário dar a mesma oportunidade a todos, sem que exista uma elite que controle e monopolize o mercado de trabalho e, logo, o salário. O cara que nasce na favela tem que ter a mesma oportunidade do cara que nasce no Leblon, se ele vai aproveitá-la ou não, isso é com ele, mas ela está lá. Acho que uma forma melhor de expressar o que você quis dizer seria "competição" é benéfica. e nem com isso concordo, mas aí teria que falar de coorporativismo, de anarquismo de posse, de capitalismo monopolista, de segunda revolução industrial, imperialismo, etc etc etc. e demoraria...
ResponderExcluirEu acho que ...
ResponderExcluirRinaldo
Bom na sociedade utópica da qual eu falei não existira a favela, pois a meu ver morar em uma favela é uma condição de vida sub humana que infringe os direitos mais básicos do cidadão, a classe pela mais baixa que fosse deveria ter condições de morar com dignidade, isso siguinifica que o governo deveria prover condições para que mesmo os mais pobres tivessem condições melhores do que as existentes em favelas.
ResponderExcluirAs oportunidades seriam teoricamente as mesmas, pois as escolas publicas teriam uma educação capaz de ensinar a população a pensar e se mesmo assim ainda houvesse um desnivel entre ela e as escolas particulares pode-se entender que se alguém estuda em uma escola publica é porque em algum momento da historia de sua familia alguém, por mérito próprio, conseguiu um ascensão social e financeira.
Deve-se pensar também que mesmo que não seja o desejado por qualquer um as profissões menos almejadas como zelador, lixeiro ou qualquer coisa assim são de suma importância pois estas são necessárias para que se mantenha uma sociedade, e por isso é necessário que exista sempre alguma forma de desigualdade porem não extremista de forma que ao mesmo tempo que uma pequena parcela concentra uma quantidade gigantesca de dinheiro uma outra grande parcela não tenha nenhum.
victor, voce descreveu uma sociedade igualitaria, talvez nao economicamente, mas certamente de iguais oportunidades, uma sociedade onde, nao importa onde voce nasça, voce pode ascender. onde você não vira refem dos seus antepassados... olha victor, amanhã eu continuo, ta dando problema na net e é a terceira vez que to digitando isso. abraços
ResponderExcluirSe um dia chegássemos nessa sociedade, victor, nosso proximo passo seria tornar as profissões "menos almejadas", como você disse, tratadas com pouca dignidade, dignas e essenciais para a sociedade, como evidentemente são. Catar lixo parece ruim, mas imagine um mundo sem catadores de lixo. Para uma convivencia social, todo papel é inquestionavelmente importante. A valorização dessas profissoes "de base" viria com o igualitarismo, ja que toda profissão seria respeitada, além de reconhecida de acordo com sua importancia na sociedade, claro que um gari não vai ganhar o mesmo que um médico, mas nao vai viver miseravelmente tambem. Cada um trabalharia de acordo com sua vontade e, por exemplo, se um cara quer ser gari ou faxinerio sei la, apenas para se manter e em paralelo fazer arte, escrever um livro, pintar um quadro, fazer um desenho,observar estrelas, qualquer coisa. Isso não conseguimos fazer nem dando muito duro num trabalho que de dinheiro hoje. Nessa sociedade capitalista atual em que vivemos infelizes, estressados e presos num ciclo vicioso de trabalho e dividas, sem nunca ter tempo para se dedicar a alguem ou alguma coisa que ama. E o capitalismo TEM isso como consequencia, se um dia vivessemos nessa sociedade que voce diz ser utopica, nao chamariamos mais de capitalismo pelo simples motivo de o ser humano estar a frente do capital como prioridade.
ResponderExcluirConcordo plenamente com essa idéia de "igualitarismo", mas acho que nosso país ainda precisa amadurecer muito, social e politicamente, para atingirmos esse ideal. Há alguns países que estão muito próximos disso, como a Noruega, por exemplo. Mas esses países tiveram muita história para embasar seu estado atual.
ResponderExcluirOutra observação com relação a justiça econômica: mesmo se pegássemos toda a riqueza do mundo e a dividíssemos igualmente por todas as pessoas, rapidamente o dinheiro estaria novamente concentrado nas mãos de uma pequena minoria. Isso é fácil de se imaginar, e derruba o bonito conceito de socialismo.